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Livros Resenhas

As maravilhas de ser uma garota geek

Rafaela Paludo 29 de junho de 2015
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Em abril, a Única Editora lançou O manual da garota geek, da autora Sam Maggs, e só pelo título eu já fiquei curiosa. Um dia, na livraria, olhei rapidamente algumas páginas que falavam sobre convenções nerds, então logo achei que o conteúdo do livro fosse engraçadinho, com dicas para diversas situações da vida com foco nas garotas geek. No início desse mês tive a oportunidade de trocar esse livro no Skoob, então resolvi conferir na íntegra qual era a desse O manual da garota geek.

Graças à popularização de séries, jogos, sagas literárias fantásticas e filmes da Marvel, é dificil encontrar algum jovem que não seja pelo menos um pouco geek (acho importante ressaltar que, na minha opinião, não existe essa de poser, e qualquer um pode ser fã de algo sem ter lido as HQs originais de 1900 e bolinha). Nós garotas somos fãs de tudo isso há um tempão, mas foi recentemente que a indústria começou a nos considerar como um público expressivo e direcionar a produção desse tipo de entretenimento para os nossos interesses. Como resultado, hoje nós podemos nos deleitar com histórias contendo personagens femininas fortes, como Jogos Vorazes, Divergente, A-Force e Batwoman, só para citar as primeiras que me vieram à cabeça.

Mas no mesmo universo em que existe o empoderamento de mulheres, também existe um coro amargo chamando a Viúva Negra de vadia. As pessoas que falam isso muito provavelmente são as mesmas que pedem para uma garota citar o nome de todos os Lanterna Verde em ordem cronológica caso ela esteja usando uma camiseta com o símbolo da Tropa dos Lanternas Verdes. Se for um homem usando essa mesma peça, no máximo receberá um elogio pela camiseta maneira. Nosso amor pelo mundo geek ainda é visto com desconfiança por grande parte dos fãs do sexo masculino (infelizmente). Alguns acham que garotas fingem ser geeks para atrair sua atenção, o que me faz pensar que eu queria ter metade da auto-estima dos caras que se colocam nesse pedestal.

Meghan_Danger

Voltando para o livro de Sam Maggs, qual foi minha surpresa ao iniciar a leitura de O manual da garota geek e descobrir que não se tratava somente de um livro de dicas bobinhas? Fui surpreendida positivamente por diversas passagens de empoderamento, entrevistas com profissionais maravilhosas da área do entretenimento e também muitas críticas ao tratamento recebido pelas garotas em eventos geeks. Algumas partes de O manual da garota geek podem até ser engraçadinhas, mas essa é a proposta da autora: escrever um livro leve e divertido de uma garota geek para garotas geeks, sem deixar de lado a reflexão sobre tudo que envolve esse universo.

Minha única ressalva fica por conta da tradução de alguns termos. Se você possui alguma familiaridade com expressões típicas da internet, vai estranhar bastante e até se confundir com o uso de algumas gírias traduzidas. Outros termos são mostrados em inglês e possuem uma nota de tradução. Não fica claro qual foi o critério de decisão adotado, o que, ao meu ver, foi um ponto negativo e que merecia mais atenção.

capa

Por ser um livro dividido por temas e com capítulos curtos, O manual da garota geek é aquele livro perfeito para ser lido nas brechas de tempo durante o dia. A escrita da Sam Maggs é muito divertida, com direito a ótimas referências ao longo dos textos. Parafraseando a autora, ser uma garota geek é a melhor coisa do mundo. Venha para o nosso lado da Força!

Aproveitando a temática, que tem tudo a ver com o livro resenhado, decidi responder a TAG Geek Girls, que vi no canal da Karen Bachini. Como o próprio nome sugere, são perguntas sobre jogos, filmes, séries e tudo que faz parte do universo geek e nerd. Vamos começar!

1. Um game que te fez ficar sem dormir.
Apesar de não ser uma pessoa viciada em jogos, também tenho meus favoritos. O último jogo que me fez ficar sem dormir foi Pokémon Alpha Sapphire. Cheguei a sonhar e acordar de madrugada pra jogar um pouco.

2. Um filme que te fez tremer.
Posso apontar uma lista de defeitos nessa adaptação cinematográfica, mas O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos me emocionou em muitos níveis. Destaque para a música The Last Goodbye que toca no final, emocionando todos os fãs com a despedida da Terra Média das telonas (por enquanto).

3. Um desenho ou anime que te fez chorar.
Quando terminei de assistir A Viagem de Chihiro, desatei a chorar copiosamente. Os filmes do Studio Ghibli são muito delicados e sensíveis. Sempre fico tocada com a maneira como eles contam uma história.

4. Um seriado que te fez gargalhar.
Ele ganhou um post inteirinho só dele há alguns dias (clique aqui para ler). Gargalhei muito com Agents of S.H.I.E.L.D. e já estou doida para começar a segunda temporada!

5. O melhor super-herói.
Acho que já ficou claro que eu amo super-heróis! Apesar de ser apegada a vários personagens, o primeiro lugar ainda é do Batman. Menção honrosa para Batwoman e Hulk.

6. O pior vilão que já existiu.
O pior e melhor vilão. O mais instigante e perturbador, principalmente quando nos damos conta que dentro de cada um de nós existe ao menos uma gota de loucura e insanidade. Coringa, te amo.

7. Crossover geek dos seus sonhos.
Essa é covardia! Todo nerd que se preza já imaginou todos os crossovers possíveis. Eu gostaria de ver uma batalha épica entre o Raiden, de Mortal Kombat, e o Thor, da Marvel. Ambos são deuses do trovão, vieram de reinos diferentes da Terra e juraram proteger a mesma contra eventuais vilões. A semelhança é tanta que no fim das contas eles desistiriam da luta, dariam as mãos e iriam saltitar por algum gramado bonito.

8. A classe do seu personagem no RPG.
Joguei poucas vezes, mais por falta de conhecer pessoas que jogam do que por falta de vontade. Apesar de não ser uma pessoa religiosa na vida real, minha classe preferida é clérigo.

9. Os três sites que você mais acessa.
O Twitter é a rede social suprema para quem quer estar bem informado em tempo real sobre qualquer assunto, então estou sempre por lá. Inclusive, por estar sempre postando novidades no Twitter, acesso bastante o Omelete, que além das notícias também possui ótimas resenhas de livros e filmes. O terceiro site seria o YouTube, onde também acompanho resenhas de todos os tipos (de entretenimento a produtos).

10. Melhor item geek.
Sem dúvidas, minha caneta mágica de Sailor Moon dos anos 90. O acabamento é lindo e nem parece feito para crianças. Não se fazem mais brinquedos como antigamente!

O post ficou gigante, mas quando falamos de algo que amamos, o assunto sai naturalmente. Lembrando que quem quiser pode ficar à vontade para responder a TAG acima. Se você chegou até aqui, me sinto muito lisonjeada! Aproveita e deixa nos comentários qual a sua coisa geek favorita: pode ser jogo, quadrinho, filme, livro, etc. Boas leituras longas e prósperas!

Tags:
Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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12 Comments

  1. Juliane 30 de junho de 2015

    Ai Rafa, o BÁTIMA também é meu favorito ❤
    Não tem como: sempre que venho no blog me identifico mais com você :)
    Fiz ciência da computação e posso te afirmar com certeza que esse preconceito dos rapazes com a gente realmente ainda existe e é forte.
    Eles realmente acham que somos posers, o que é uma pena, pq teríamos uma infinidade de assuntos para conversar e jogos para zerar.
    Fiquei com vontade de comprar o livro!! Vou ver se encontro em alguma livraria o/
    Te vejo no próximo post, beijos!
    PS: você vai na bienal do livro esse ano?

    Responder
    1. Rafaela Paludo 1 de julho de 2015

      Oi, Ju! BÁTIMA FOREVER, néam? hahaha
      Fiquei muito feliz com teu comentário, principalmente porque eu também me identifico bastante com os conteúdos do teu blog!
      Imagino que não deve ter sido moleza aguentar os caras em um curso como Ciências da Computação, que é uma área dominada por homens. Mas nós somos muito mais que os preconceitos que tentam nos impor, e unidas conseguiremos mudar essa realidade :-)
      Se tu quiser, posso trocar o Manual da garota geek contigo. Como já li e fiz resenha, ficaria feliz em saber que ele estará nas mãosde outra leitora ❤

      Sobre a Bienal, ainda não será dessa vez que vou :-( Quem sabe na próxima, me programando com mais antecedência!

      Beijos!

      1. Juliane 9 de julho de 2015

        Só agora vi sua resposta :/
        Poxa, que pena que você não vai na Bienal, queria esbarra com você lá!
        Me passa seu skoob pra eu dar uma olhada nos livros que você está querendo pra trocar pelo manual da garota geek <3
        Já vai se programando pra ir na Bienal do ano que vem viu? É MUITO bom!
        Beijos!

        1. Rafaela Paludo 10 de julho de 2015

          Segue meu perfil no Skoob :-) http://www.skoob.com.br/usuario/256646
          Sobre os livros que eu estou querendo, acabo não usando muito essa função no Skoob. Sou flexível e gosto de conhecer novas coisas hahahaha
          Beijos!

          1. Juliane 14 de julho de 2015

            AI MEU DEUS AI MEU DEUS AI MEU DEUS
            já sei que livro vou te dar!
            E É SURPRESA!!

          2. Rafaela Paludo 15 de julho de 2015

            AI MELDELS! Agora fiquei curiosa!!! :-D

  2. Filipe 4 de julho de 2015

    Caramba, acredita que eu não conhecia o livro? Parece ser incrível. Me amarro em garotas geek kkkkk são as melhores.
    Enfim, adorei a tirinha que você selecionou também.
    Ótimo post!

    Responder
  3. Thais Aux 28 de outubro de 2015

    Gente! JÁ QUERO! :D

    Responder
  4. Chell 29 de outubro de 2015

    Fiquei meggaaa interessada nesse livro =D parece ser bem interessante, tirando esses “errinhos” da tradução que tu falou.

    Com base nesse empoderamento e nesse aumento de mulheres que “saem do armário” e se colocam como jogadoras de video game e fãs de coisas “nerds” é que eu criei a minha marca de roupas =D pra trazer coisas diferentes e femininas pras mulheres =D se quiser, confere lá http://www.alpaka.com.vc semana que vem sai novidade =D

    Responder
    1. Rafaela Paludo 1 de novembro de 2015

      Oi, Chell! Caramba, eu já tinha visitado sua loja e ficado de olho em várias coisas, hahaha! As estampas são lindas <3 Ficarei de olho nas novidades :)

      Beijo grande!

  5. Paty 29 de outubro de 2015

    Para tudo porque Raiden vs Thor foi o melhor crossover EVER <3 hahahahahahahahah. Fiquei "perai, como eu nunca pensei nisso?". Demais, hahahahahaah!

    Olha, eu estava conversando sobre esse assunto com umas amigas esses dias. Eu não sei por que esse desprezo com a gente, por favor, né. Quando eu era criança vivia pra cima e pra baixo atrás do meu irmão, enfiada em fliperamas. Os amigos dele não se importavam! A gente vivia fazendo campeonato e eu sempre acabava com todos eles, e era super legal, ficava todo mundo rindo, numa boa. Mas quando eu ia sozinha, os outros meninos não deixavam eu jogar porque não acreditavam que eu sabia o que estava fazendo, achavam apenas que meu irmão e os amigos deles deixavam eu ganhar porque eu era menina. Façam me o favor, no que dia que eu precisar desse tipo de atitude na minha, eu me mato, obrigada.

    Eu sempre tive curiosidade de ler esse livro, e agora ela aumentou <3, vou colocar na minha listinha de black friday, hahahahahahaha :P

    Amei o post, Rafa <3. Aliás, ainda nesse assunto, vou te fazer um convite e acho que vai curtir! Vou mandar uma DR lá no face, ok? Lá estou como Patrícia Souza e sou do ORGblog(ando) também ;)

    Beijo!

    Responder
    1. Rafaela Paludo 1 de novembro de 2015

      Oi, Paty! Pior que depois fui procurar no tumblr e encontrei várias fanarts de crossover Raiden vs. Thor, acredita? Hahaha!

      Quanto ao preconceito nos games, é um saco mesmo. Somos muito fortes por termos aguentado isso (e muito mais) e ainda assim não deixarmos de lado as coisas que gostamos. Graças à nossa força, hoje a indústria nerd olha pra nós, além de termos várias mulheres trabalhando na área!

      Como já falei pelo Facebook, adorei o convite para participar do projeto! :) Ansiosa para o primeiro post, hehe!

      Beijo grande!

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