Entrevista com Kimberly Brubaker Bradley + Sorteio #DarkLove!

Na próxima quarta-feira, dia 08/03, celebramos o Dia da Mulher. A convite da DarkSide Books, hoje trago uma entrevista exclusiva com a autora Kimberly Brubaker Bradley, autora do próximo lançamento da caveirinha intitulado A guerra que salvou a minha vida. Você pode ler o primeiro capítulo do livro clicando aqui.

A guerra que salvou a minha vida é um daqueles romances que você lê com um nó no peito, sorrisos no rosto e lágrimas nos olhos entre um parágrafo e outro. Uma obra sobre as muitas batalhas que precisamos vencer para conquistar um lugar no mundo.

Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.

Me senti honrada em poder entrevistar a autora. Espero que gostem de saber mais sobre ela e a obra. Me contem nos comentários se estão tão ansiosos quanto eu para conferir o livro. Ah, fiquem até o final do post, pois tenho uma surpresa especial para vocês!

Chovendo Livros: Oi, Kimberly! A DarkSide Books me convidou para preparar algumas perguntas sobre seu primeiro livro a ser publicado aqui no Brasil, A guerra que salvou a minha vidaGostaria de dizer que estou ansiosa para ler o livro, e que ter lido somente o primeiro capítulo me deixou com vontade de ler ainda mais!

Então, vamos às perguntas!

A DarkSide Books é uma editora famosa aqui no Brasil por publicar livros com histórias incríveis e edições de luxo. Eu te garanto que os leitores já estão ansiosos para ler A guerra que salvou a minha vida! Qual é a sensação de ser publicada pela primeira vez no Brasil e o que você espera dos leitores brasileiros?
Kimberly Brubaker Bradley: Esse é o primeiro dos meus livros publicados internacionalmente e eu estou muito empolgada com isso. O Brasil é um país vibrante e adorável e eu mal posso esperar para saber a reação dos leitores. Há uns dias eu fiz uma entrevista ao vivo (no canal da Bruna Miranda) e fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que participaram e como elas pareciam entusiasmadas.

CH: A Segunda Guerra Mundial foi um período muito triste na história da humanidade, mas algumas pessoas conseguiram encontrar uma maneira de se animar nesse momento. A Ada parece ser uma dessas pessoas. Você pode nos contar um pouco sobre a personagem e como foi o processo de criação da voz da Ada?
KBB: A voz da Ada foi a parte mais difícil de acertar no livro e me tomou muito tempo. Os leitores precisavam perceber que enquanto as circunstâncias pelas quais a Ada estavam passando eram horríveis, ela em si era uma pessoa muito forte, inteligente e engenhosa. Foram muitas tentativas de reescrevê-la – algo em torno de seis rascunhos para a primeira apresentação do primeiro capítulo.

CH: Nós leitores sempre aprendemos muito com os livros que lemos. Às vezes somos tão tocados por um livro que esquecemos que o autor muito provavelmente também aprendeu com ele. O que A Guerra que salvou a minha vida lhe ensinou durante o processo de escrita?
KBB: Eu achava que já entendia o poder transformador do amor, mas aprendi mais sobre ele enquanto escrevia essa história – não só isso, mas também o quão satisfatório é ver outra pessoa se curando e florescendo.

CH: Eu li muitas resenhas escritas por adultos de A guerra que mudou a minha vida e todo mundo pareceu achar o livro muito profundo e tocante. Como você o escreveu tendo um público infantil em mente, estou curiosa para saber como você faz para escrever sobre emoções tão complexas de uma maneira que sejam significativas ao mesmo tempo para crianças, adolescentes e adultos.
KBB: 
Eu acho que as crianças entendem muito mais do que a gente imagina. Eu tentei de verdade fazer com que A guerra que salvou a minha vida fosse um livro honesto, que lidasse honestamente com a dificuldade das coisas, e eu sinto que as crianças respeitam essa honestidade. Os adultos também respeitam, mas chegam até a história com um ponto de vista diferente. Fico satisfeita que os adultos gostem do livro, mas fico muito mais feliz que as crianças respondam a ele positivamente. Eu escrevi o livro para elas.

CH: Você costuma escrever histórias sobre personagens fictícios que vivenciam eventos reais. Você possui alguma conexão pessoal com os eventos que escolhe ambientar seus personagens? Ou você é apenas uma amante de História?
KBB: A única conexão pessoal que possuo com as épocas que escrevo é o fato de elas me interessarem muito. Eu meio que pulo de tópico em tópico e o que eles têm em comum é que me fascinam, pessoalmente.

CH: E como a História é uma coisa muito presente no seu trabalho, quem são as personalidades histórias que mais te inspiram?
KBB:
São muitas – amo a atual rainha britânica, Elizabeth II, assim como sua xará, Elizabeth I. Eu amo, amo, amo o Nelson Mandela. A Rainha Hatshepsut, uma rainha-faraó do antigo Egito. Napoleão Bonaparte. Maria Antonieta. Guilherme, o Conquistador.

CH: Eu vi que a maioria de suas influências são mulheres. A DarkLove é um selo da DarkSide Books que publica somente autoras. Você acha que hoje em dia as autoras estão sendo mais reconhecidas mundialmente do que há alguns anos?
KBB: É difícil dizer; no Reino Unido, e especificamente com livros infantis, as mulheres têm sido populares há anos. Eu leio obras do mundo todo, mas somente os livros publicados em inglês – então só tenho acesso a uma parcela do mercado internacional.

CH: Kimberly, queria agradecer muito por você ter tirado um tempinho para responder às minhas perguntas. Para instigar os leitores brasileiros, você poderia comentar sobre o que podemos esperar de A guerra que salvou a minha vida? Tenho a impressão de que já deveria separar minha caixa de lencinhos para as lágrimas!
KBB: Espero que o livro faça vocês chorarem! E rir, e se sentirem profundamente satisfeitos. No final, é uma história de amor. Espero que vocês adorem!

E não pensem que as surpresas nessa semana do Dia da mulher acabaram! Em parceria com a DarkSide Books, sortearei para os leitores do blog um livro do selo DarkLove, à escolha do ganhador(a). Para participar, é obrigatório ser inscrito no canal do Chovendo Livros no YouTube e curtir a página da DarkSide Books no Facebook. Confirme sua inscrição no formulário abaixo.

Caso precise de dicas para escolher seu livro do selo DarkLove, confira as resenhas abaixo:

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O resultado será divulgado no Twitter e Facebook do Chovendo Livros no sábado, 11/03, às 12h. Fiquem ligados e boa sorte!

Posted by Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

3 comments

  1. “Fiquei impressionada com a quantidade de pessoas que participaram e como elas pareciam entusiasmadas” >>>> o melhor dos brasileiros, né :DDD carinho e amor pra dar

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