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Cinema Diversos

Fazendo as malas para o Jurassic World

Rafaela Paludo 15 de junho de 2015
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Se você foi criança nos anos 90, assim como eu, com certeza viveu a febre dos dinossauros. Naquela época, saber os nomes das espécies além do T-Rex era motivo de orgulho, e todos queriam ser paleontólogos quando crescessem. Esse boom sem dúvidas aconteceu por causa do lançamento de Jurassic Park, em 1993. Se ainda hoje a qualidade dos efeitos e dos robôs utilizados no filme não deixa a desejar, imaginem naquela época? Foi um sucesso absoluto.

Após essa introdução, acredito que já deu pra perceber que esse é um texto escrito por uma fã. Em outras palavras, o Chris Pratt era a última coisa que eu estava preocupada em prestar atenção em Jurassic World. Queria ver DINOSSAUROS! E já adianto: nesse quesito, saí muito satisfeita!

No filme, nós somos apresentados ao Jurassic World, uma espécie de Disney com dinossauros. O parque já viveu seus dias de glória após a chamada “desextinção”, quando os dinossauros foram recriados com sucesso e puderam servir de atração para o público. Com o passar do tempo o Jurassic World deixa de ser novidade, e para atrair novos clientes foi preciso criar novos dinossauros, geneticamente modificados. A criação dessas novas espécies é subsidiada por empresas privadas, e nós sabemos que quando uma coisa envolve dinheiro, ela pode ultrapassar muitos limites.

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Então somos apresentados à Indominus Rex, uma dinossaura que contém em seu DNA os genes mais ferozes e inteligentes. Como ficou óbvio desde o primeiro trailer, ela vai fugir da sua jaula e causar altas confusões (leia essa frase com a voz do narrador da Sessão da Tarde). Nesse meio tempo, temos Chris Pratt treinando Velociraptors e Bryce Dallas Howard como a gerente do parque que corre e anda na lama de salto alto.

Eu assisti em IMAX e os efeitos especiais ficaram ótimos. O enredo principal do filme não é nada inovador, o que não é algo ruim, visto que já mencionei que eu estava lá para ver DINOSSAUROS! Mas achei bacana a atenção dada para a composição da história, como mostrar o parque exatamente como uma Disney, aquela coisa de famílias passando as férias e atrações com filas gigantescas. A preocupação em conseguir patrocínio para novas atrações também foi uma ótima sacada, justificando a criação da Indominus Rex sem forçar a barra.

A questão filosófica dos dinossauro é abordada brevemente. Chris Pratt é o treinador de dinossauros que compreende como eles pensam e entende que eles são apenas seres vivos querendo sobreviver (comer, no caso). Com a fuga da Indominus Rex, eles falam sobre como o homem não pode ter o controle sobre tudo e que no fim o instinto sempre prevalece. Mas é apenas uma pincelada no tema, só para constar.

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Como nem tudo são flores, eu obviamente tenho alguns poréns com Jurassic World. O primeiro deles é a falta de personagens femininas relevantes. Claire, interpetada por Bryce Dallas Howard, é aquela típica personagem séria e fria, que após quase morrer e beijar o Chris Pratt se torna uma pessoa mais amável e entende que os dinossauros não são apenas produtos. Clichê é pouco, não? Sem contar que ela passa o filme inteiro de saia midi e salto alto, e não precisamos de estatísticas pra saber que é humanamente impossível fugir de dinossauros na floresta com essa indumentária. No OmeleTV eles mencionaram que o livro que originou o primeiro Jurassic Park é bem sexista, e que o Spielberg consertou isso na versão cinematográfica. Bom, parece que ninguém se preocupou com isso em Jurassic World, o que é lamentável.

O filme inteiro possui um ritmo acelerado, mas é da metade para o final que os dinossauros assumem o longa. Não posso dar mais detalhes, pois foi aqui que me surpreendi e fiquei muito satisfeita com Jurassic World. Certamente não quero estragar a surpresa de ninguém! Se você quer um filme de tirar o fôlego, com direito a orgasmos nerds no final, saia já do computador e corra para o cinema. Boa pipoca e DINOSSAUROS!

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Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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9 Comments

  1. Cevallos, JT 18 de junho de 2015

    Muito bom o teu comentário Rafaela.

    Eu também gostei muito do filme e coloquei um comentário no Facebook. Se desejares dar uma olhada, o link é: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=808590262588595&set=a.532695746844716.1073741832.100003128860277&type=1

    Abraços.
    Cevallos.
    = JTC/jtc =

    Responder
    1. Rafaela Paludo 22 de junho de 2015

      Oi, Cevallos! Li tua resenha e gostei bastante! Realmente, as credenciais do diretor não eram das melhores, mas ele mandou muito bem. Acredito que ele conseguiu repaginar bem a história para essa nova geração. Abraços!

  2. Filipe Laia 21 de junho de 2015

    Se eu contar que nunca assisti você não vai acreditar, nem mesmo o antigo.
    Agora com a estreia deste novo acho que vou recuperar todo tempo perdido e assistir tudinho!
    Ótima dica de filme.

    Responder
    1. Rafaela Paludo 22 de junho de 2015

      Oi, Filipe! Nunca é tarde para assistir Jurassic Park, já virou um clássico, hehe! Eu tenho certeza que tu vai curtir :-)

  3. Juliane 22 de junho de 2015

    Eu me perguntava o tempo todo como a Claire (ou é Beth? Fiquei confusa) conseguia correr pra lá e pra cá (leia-se: lama, floresta, asfalto, cachoeiras) com aquele salto!!!!
    Essa parte foi muito forçada.
    Achei alguns plot holes no filme e devo admitir: ao contrário de você, fui pelo Chris Pratt pq na verdade tenho é MEDO de dinossauros HAHAHA
    Mas como me garantiram que não tinha muitos jump scares, fui feliz.
    Como você, não me decepcionei, pois o filme cumpriu o que propos, mas realmente podiam ter aprofundado um pouco mais nessas questões que você falou, quem sabe no próximo filme?
    Adorei sua resenha :)
    Bjos

    Responder
    1. Rafaela Paludo 25 de junho de 2015

      Hahahaha, nossa, eu estou até agora tentando entender o motivo por ter escrito o nome da personagem como Beth, sendo que tinha escrito certo da primeira vez! Obrigada por avisar, já arrumei :-)
      Me conta mais sobre os plot holes que tu achou! Adoro saber essas coisas, principalmente porque fiquei extasiada demais com aquela luta do final e acho que esqueci qualquer errinho, hehe. Beijos!

  4. Juliane 22 de junho de 2015
    Responder
  5. Larissa S. 25 de junho de 2015

    Assisti muito Jurassic Park quando criança, mas ainda não consegui assistir Jurassic World.
    A sua opinião sobre me deixou bem curiosa para conferir como ficou. Infelizmente, sempre há aqueles defeitinhos como esse do salto no meio da floresta (meio sem noção mesmo né), mas, pelo menos, não foi algo que ‘estragou’ o filme.

    http://blogquerida.blogspot.com.br/

    Responder
    1. Rafaela Paludo 26 de junho de 2015

      Se tu curtia Jurassic Park, com certeza vai adorar Jurassic World! :-) Sobre os defeitinhos, acho importante apontar, mas de maneira alguma deixei de me divertir por um segundo sequer por causa deles. Beijos!

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