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Macacos falantes e viagens espaciais

Rafaela Paludo 9 de fevereiro de 2016
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Estou vivendo minha fase de leitora voraz de ficção científica, então hoje trago para vocês mais uma resenha de um dos clássicos do gênero. Assim como Laranja Mecânica (confira a resenha clicando aqui), O planeta dos macacos ficou famoso por sua adaptação cinematográfica de 1968, seguida por várias continuações e reboots. Aqui no Brasil, a Editora Aleph foi a responsável por “ressuscitar” o livro, publicado originalmente em 1963, com um projeto gráfico maravilhoso.

Fisicamente, a edição da Aleph parece um sketchbook, e isso tem tudo a ver com a história. No primeiro capítulo, o casal Jinn e a Phyllis encontram um manuscrito flutuando no espaço, que contém nada menos do que a história do jornalista Ulysse Mérou, que foi parar no “planeta dos macacos”. Apesar do manuscrito ser composto por folhas soltas dentro de uma garrafa, achei legal o livro ser parecido fisicamente com um diário de viagem.

O planeta dos macacos acompanha a aventura espacial de Ulysse até um planeta que orbita Betelgeuse. Ao chegar, ele e seus colegas de viagem deparam-se com um grande imprevisto: os humanos comportam-se como animais selvagens e os macacos são a espécie dominante e civilizada daquele lugar. Ulysse, então, se vê obrigado a provar para os macacos que ele não é como os outros humanos. O grande desafio é fazer isso aos poucos, confiando nos macacos certos e evitando aqueles que desejam se aproveitar da sua situação.

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A genialidade do autor, Pierre Boulle, não se limitou somente à sacada de inverter os papeis de humanos e macacos. Em diversos momentos o protagonista entra em conflito com sua situação humilhante – obrigado a fazer truques, como um animal irracional – e a satisfação de sentir-se superior aos demais humanos, por conseguir executar esses mesmos truques com perfeição. Ulysse também mantém um relacionamento com uma mulher selvagem, que ele batizou de Nova, e o distanciamento intelectual entre os dois também é motivo de divagações.

Eu já vi várias pessoas comentando sobre o final surpreendente do livro, e sou obrigada a entrar no coro. A sutileza do último capítulo fecha com chave de ouro essa história icônica da ficção científica. Mesmo se você já conhece o filme de 1968, terá uma surpresinha no final da leitura!

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Só preciso fazer uma última confissão sobre O planeta dos macacos: todos criticam a versão de 2001, do Tim Burton, mas a verdade é que eu adoro esse filme! Na época eu tinha 11 anos e poucos critérios, então assistia sempre que passava na TV. Devo a esse filme meu interesse pela história do planeta dos macacos como um todo. Sem contar que adoro falar sobre as coisas ruins estranhas que eu gosto, hehe!

Não esqueça de deixar seu comentário contando o que achou da resenha. Já conhecia a história do livro ou do filme? Qual sua versão preferida? Boas leituras!

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Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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6 Comments

  1. Juliane 16 de fevereiro de 2016

    Oi Rafa!
    Eu nunca tinha me interessado pelos filmes anteriores, mas curti muito esse último reboot, adoro o César! E eu nem sabia a história do livro livro mesmo.
    Interessante ver essa inversão de papéis. Adorei também o formato (ainda bem que não mandaram folhas soltas dentro de uma garrafa XD teria sido original, vanguardista e tals, mas trabalhoso kkkkkk)
    Não estou exatamente numa fase de ficção científica, mas pode ter certeza que seu blog será o primeiro lugar onde buscarei inspiração quando quiser ler um livro do gênero!
    Beijos Rafa!

    Responder
    1. Rafaela Paludo 25 de fevereiro de 2016

      Oi, Ju! Eu também adoro o César, hahaha! Eu achei os reboots divertidíssimos. O pessoal critica, mas considerando uma passagem do livro (que não vou entrar em detalhes por motivos de SPOILER), eles fazem sentido dentro daquele universo.

      Fiquei lisonjeada com teu comentário, vou procurar postar mais resenhas sobre o gênero, pois é algo que estou amando ler cada vez mais :) Beijos!

  2. Camila Teixeira 22 de fevereiro de 2016

    Nossa Rafa, tu me deixou com vontade de ler esse livro! Eu tenho um pouco de medo de ficção cientifica desse tipo, na verdade tenho medo de me perder na leitura e não conseguir acompanhar o raciocínio do autor, sim eu me subestimo. HAHAH Mas esse livro parece bem interessante. Tenho que confessar que também gosto do filme do Burton sobre essa história, aliás gosto até daqueles do Batman, que todo mundo acha tosquissimos. Fazer o que né? É nosso jeitinho!

    http://www.livrologias.com/

    Responder
    1. Rafaela Paludo 25 de fevereiro de 2016

      Eita, Camila, não se subestime! Esse livro é muito tranquilo. Eu também tinha essa impressão, que esses clássicos podiam ser um pouco complicados, mas desde que li psicose para o Clubinho perdi meu preconceito com ~livros velhos~ hahaha

      A propósito, eu também gosto dos filmes do Batman do Tim Burton! O pessoal agora só quer saber de Nolan, mas um pouco de cores e caracterização não fazem mal pra ninguém :P Beijos!

  3. Dai Castro 24 de fevereiro de 2016

    De uns tempos pra cá também estou no clima de ler ficção cientíca e estou amando o gênero! Li planeta dos macacos no início desse ano e me apaixonei pela inteligência da obra, acho o livro bem superior as adaptações cinematográficas embora não tenha assistido a todas, pelo o que vi, acho que o livro consegue ser muito mais profundo e intenso. Adorei a resenha! beijos!

    Responder
    1. Rafaela Paludo 25 de fevereiro de 2016

      Oi, Dai!

      O livro é realmente mais profundo e intenso que os filmes. Eu acabei revendo o primeiro filme logo depois de ter postado a resenha e tenho tantas ressalvas! Principalmente o realcionamento do Ulisse com a Nova. No livro a gente entende que é algo repleto de dilemas por parte do protagonista. No filme, ficou só aquela coisa “mulher bonitona que não fala”. Sem contar que o protagonista do filme tem zero carisma. Sem dúvidas, esse é mais um da maioria dos casos onde o livro supera o filme! Beijos :)

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