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Resenha: A culpa é das estrelas (livro e filme)

Rafaela Paludo 23 de julho de 2014
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Antes tarde do que nunca, não é mesmo? A Culpa é das Estrelas é, provavelmente, um dos livros mais resenhados de todos os tempos. Caso você tenha passado os últimos anos em uma ilha deserta ou em Marte, o livro conta a história de Hazel Grace, uma adolescente de 16 anos que sofre de uma metástase no pulmão. Ao longo da narrativa, ela conhece Augustus Waters, um jovem que precisou amputar a perna devido a um câncer. Conforme eles vão se conhecendo melhor, naturalmente, nasce uma emocionante história de carinho e amor.

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Contando a história dessa maneira, parece até um romance dramático e clichê. Mas fiz isso de maneira proposital, pois era assim que eu via A Culpa é das Estrelas antes de ler o livro. O que me motivou a fazê-lo foi o lançamento do filme em junho desse ano, além, é claro, de todo mundo falar sobre o livro desde seu lançamento em 2012. Como felizmente aconteceu com todas as leituras “da moda” que resolvi dar uma chance, A Culpa é das Estrelas me surpreendeu para melhor.

O senso de humor dos personagens é extremamente divertido e sarcástico ao lidar com os obstáculos que suas condições acabam gerando. Somado a isso, todos possuem ótimas referências – inspiradas muito provavelmente pela nerdice do autor John Green. E, obviamente, A Culpa é das Estrelas vai te fazer chorar. Por que quando você menos esperar, estará completamente envolvido pela história de Hazel e Gus, seus problemas, dilemas e desejos.

Vi algumas pessoas dizendo que acharam a personagem principal um pouco chata e insensível, mas eu não só adorei o jeito dela como me identifiquei em alguns pontos. Para a Hazel, tudo ficava bem com um bom livro e um reality show na TV para garantir risadas gratuitas. Ela é a personificação da frase “não sinta pena de você mesmo”. Eu só consigo admirar uma personagem adolescente e forte, que está passando por um tratamento de câncer e lida com isso da maneira mais bem humorada possível.

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John Green merece muitos créditos por ser um autor que tem conquistado um grande número de jovens leitores através de enredos contemporâneos. Em meio a trilogias e séries de livros distópicas (que eu não desgosto, muito pelo contrário), seus livros são uma excelente opção para quem quer dar um tempo na fantasia e ler algo mais “real”, que poderia acontecer consigo ou com pessoas conhecidas.

Apesar de ser um livro encantador, resolvi escrever essa resenha por causa do filme de A Culpa é das Estrelas. Que filme, minha gente! Em termos de roteiro e adaptação, houve poucas mudanças, coisinhas mínimas. Mas a história ganhou uma nova vida com os atores, a fotografia e a direção de arte. Até a capa do livro (que é detentora do azul mais copiado da história das capas, talvez na tentativa de atrair leitores para outros títulos) deu o ar da graça, emprestando sua tipografia feita a mão para algumas cenas do filme.

Como se não bastasse o filme ser muito bom por si só, a diretora de arte Molly Hughes também trabalhou nas adaptações de Harry Potter, e fez o favor de colocar emA Culpa é das Estrelas alguns objetos que apareciam em HP! O objetivo de Molly era homenagear a decoradora Stephenie McMillan, que trabalhou com ela em HP e faleceu durante a produção de A Culpa é das Estrelas. Eu ainda não tive a oportunidade de rever o filme e reparar nesses detalhes, mas temos a coleção de livros de Harry Potter na estante do quarto da Hazel, o vira-tempo pendurado na cabeceira da cama e a taça tribuxo em uma das prateleiras.

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Quando eu fui assistir ao filme, o pessoal que saiu da seção anterior era só lágrimas e fungadas. Na minha vez, não foi diferente. Minha única ressalva é que foi cortada do filme a cena onde entendemos o porquê do nome A Culpa é das Estrelas. Mas eu não vou contar aqui, e vou contar com a curiosidade de vocês para que leiam o livro. Boa leitura/cinema!

Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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4 Comments

  1. Rafael Ocaña 23 de julho de 2014

    Eu tinha alguma resistência, culpa da ostentação da comoção, todos os selfies de olhos inchados que pipocaram. Não me comoveu nem achei um filme ótimo, mas tenho que respeitar o fato de que ambas as obras atingiram a um público imenso. Pelo que li, o filme foi um bom retrato do livro.
    Achei que foi insensato o filme explorar a condição dos personagens, e outros como o cansaço físico, a morte, como recursos dramáticos. Pra mim, foi contra o fato de que eles não sentiam pena de si próprios e tirou qualquer possibilidade de comoção.

    Responder
    1. Rafaela Paludo 23 de julho de 2014

      Pois então, o pessoal às vezes força a barra. Me senti sortuda agora por não ter visto nenhum selfie de olhos inchados, haha! Eu gostei muito do filme por ele ser bastante fiel ao livro. Sempre tento entender que adaptações necessitam de mudanças na maneira como os fatos são mostrados ao espectador, mas na maioria eu percebo que há uma mudança no coração da história, naquilo que te fez adorar o livro. Talvez por se tratar de uma narrativa tão contemporânea (e por não ter elementos de ação e aventura), isso não aconteceu com ACEDE.

      Quanto às situações de dificuldade, recaídas, etc. eu achei interessante mostrar, pois é algo corriqueiro na vida de quem sofre com câncer. E o que gostei foi que mesmo passando por tudo isso, eles faziam piadinhas e tentavam encontrar explicações lógicas, sem se ater à crenças religiosas, como é comum em histórias do tipo.

  2. Alef Cauê 15 de janeiro de 2016

    Se tem uma coisa que eu posso dizer desse livro é que eu chorei muito depois do capitulo 21. Não tive como me segurar mesmo sabendo o que ia acontecer com cada personagem, eu chorei como se estivesse vivendo com eles aquela historia e livros assim são os melhores de serem lidos. Eu amei o livro e adorei seu blog, já coloquei em meus favoritos.

    Meu blog: http://www.umcontainer.com

    Responder
    1. Rafaela Paludo 2 de fevereiro de 2016

      Oi, Alef!

      Esse livro é muito bonito mesmo. E a escrita do John Green é deliciosa! Eu não sou fã de histórias de amor, e adorei demais A culpa é das estrelas. É uma relação tão bonita, focada na amizade antes do romance, que não tem como não se envolver :)

      Eu não conhecia teu blog e também estou acompanhando :)

      Beijo grande!

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