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Livros Resenhas

Resenha: Jumanji, de Chris Van Allsburg

Rafaela Paludo 12 de abril de 2016
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Qualquer criança da da década de 90 que se preze assistiu Jumanji. Na época, o filme sobre o famoso jogo que trazia para a vida real tudo que acontecia no tabuleiro causou assombro e fascinação em todos nós. Eu sonhava em encontrar um Jumanji perdido por aí, e imaginar que eu vivia todas aquelas situações do filme fazia parte das minhas brincadeiras quando criança. Sim, eu já gritei JUMANJI algumas (muitas!) vezes e ainda grito.

No final do ano passado, a editora Cosac Naify anunciou que iria encerrar suas atividades. Foi um momento triste para o mercado editorial brasileiro e, claro, para nós, leitores. Dentre tantos títulos, a Cosac nos deixou uma edição maravilhosa do livro homônimo que inspirou o filme de Jumanji.

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Com um projeto gráfico impecável, como era de praxe com os títulos publicados pela editora, Jumanji conta a história original escrita e ilustrada por Chris Van Allsburg em 1981. Por ser um livro infantil, a história é muito mais simplificada se comparada ao filme. Spoiler: o Robin Williams não existe no livro. Mas isso não quer dizer que a leitura não seja uma experiência divertidíssima para os mais velhos, principalmente aqueles que são entusiastas de livros infantis.

Fico até sem palavras para descrever as ilustrações de Chris Van Allsburg. Se eu tivesse que escolher apenas uma, seria: impecáveis. Ao pesquisar mais sobre o trabalho de Van Allsburg, fiquei sabendo que ele costuma usar perspectivas comuns às crianças pequenas. Pude constatar isso observando mais atentamente as ilustrações de Jumanji: muitas são vistas de baixo para cima, o que faz o leitor – não importando a idade – sentir-se engolido pela aventura.

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Como já comentei, o projeto gráfico é incrível. A capa dura e o papel amarelado de alta gramatura (ou papel durinho, para os leigos) fazem de Jumanji um livro indispensável para quem gosta de ilustrações de uma maneira geral.

Além de Jumanji, Van Allsburg também escreveu e ilustrou O Expresso Polar e Zathura – a continuação espacial de Jumanji. Você sabia disso? Pois eu não sabia, e nunca sequer dei bola para a adaptação cinematográfica de 2005. Vou já correr atrás disso!

Conte nos comentários se você já leu Jumanji ou ficou com vontade de adquirir essa edição linda da Cosac Naify. Não esqueça de me dizer quais filmes marcaram sua infância. Boas leituras mágicas!

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Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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4 Comments

  1. Airechu 12 de abril de 2016

    Olá, Rafa! Aaah! Nostalgia pura relembrar a história, o filme, o jogo de tabuleiro mágico e aquelas idas tardes preguiçosas vendo tv… Uma coisa que eu lembro ainda hoje de Jumanji eram as frases enigmáticas que apareciam no centro tabuleiro e dos animais se espalhando pela casa no melhor estilo “altas confusões” dos filmes da época.
    Gostei demais das ilustrações (a primeira vista quase achei que fossem fotos!) e achei ainda mais interessante o fato do artista trabalhar com a perspectiva do olhar de uma criança. Para elas e para aquelas que nunca cresceram cof.. cof…, isto deve proporcionar uma experiência de leitura bastante imersiva. Tanto para prestigiar um trabalho editorial bem feito quanto pela nostalgia, já quero comprar! Adorei sua resenha!

    Airechu
    Navegador da nave Interlúdio, navegando pelo Multiverso X
    http://www.multiversox.com.br

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  2. Mariana FS 15 de abril de 2016

    Oi Rafa!
    Eu assisti o filme quando criança, mas só recentemente fui descobrir que era livro, acredita?
    Concordo com você: o projeto gráfico esta mesmo impecável. Que edição linda!
    Beijos,
    alemdacontracapa.blogspot.com

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  3. Kaka Farias 27 de abril de 2016

    Eu vi esse livro na Amazon e fiquei tipo: Jura que Jumanji é inspirado num livro? Não fazia ideia. Depressão é o nome ao sentimento que fiquei quando soube do fim da Cosac. Sou completamente fã dos livros infantis deles – inclusive tenho alguns – e fiquei encantada com as ilustrações de Jumanji. Deve ser um livro de fato incrível e que complementa toda aquela nossa fantasia do filme. Até hoje quando dá, eu assisto. Morria de medo daquele caçador, ficava com pena do fim trágico do pai do Alan, e, depois que tudo dá certo, ficava morrendo de vontade de passar o Natal na casa dos Parrish. Ai, ai! Filmes que marcaram a infância? Inúmeros! Coloca na lista, Os Goonies, Quero ser Grande, As Patricinhas de Beverlly Hills, Dirty Dance… todos aqueles que não são necessariamente dos anos 90 mas que passavam na Sessão da Tarde, <3

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  4. Juliane 10 de maio de 2016

    Tava demorando pra eu falar que tinha medo de alguma coisa né?
    Realmente, a edição é impecável e essas ilustrações são maravilhosas (e um pouco amedrontadoras!)
    E O FILME ENTÃO? Como lidar?
    Infelizmente taí uma sugestão que não vou anotar :/
    Mas, com certeza, tem gente que vai amar!
    Beijos!

    Responder

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