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Cinema Diversos

Tris Prior e a força feminina em Insurgente

Rafaela Paludo Março 24, 2015
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No último final de semana arrastei a família inteira para ver o filme de Insurgente. Fiz exatamente a mesma coisa no ano passado, com Divergente, e saí do cinema com a amargura de uma fã da série que não gostou muito do que viu nas telas. Dessa vez, porém, fui surpreendida positivamente em vários aspectos, provavelmente por estar com a expectativa baixa e por lembrar ainda menos da história dos livros. Mas o que me levou a escrever esse texto nada tem a ver com as questões técnicas de Insurgente, e sim com sua protagonista, Tris Prior.

O texto de hoje será especial, pois é o primeiro que escrevo inspirado em uma das temáticas do Rotaroots. Para quem não conhece, o Rotaroots é um projeto cujo objetivo é incentivar a produção de conteúdo criativo e autoral, relembrando a época em que os blogs eram verdadeiros diários virtuais. Escolhi o tema “precisamos falar sobre feminismo” pois fiquei extremamente feliz e satisfeita com a construção da Tris nos cinemas, além de achar que ela é um ótimo exemplo de personagem feminina admirável.

Lembrando que, inevitavelmente, esse texto possui spoilers de Insurgente. Se isso te incomoda de alguma forma, é melhor parar por aqui, e quem sabe ir correndo para o cinema ver o filme, hehe.

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Já nos primeiros minutos de Insurgente, é mostrado o trauma adquirido por Tris após matar seu amigo Will. Baseada na minha opinião sobre o primeiro filme e nos materiais de divulgação da sequência, estava receosa que transformassem a franquia em uma simples história de ação, onde personagens matam e morrem e fica por isso mesmo. Tris também se sente responsável pela morte dos pais (principalmente de sua mãe), que morreram ao tentar protegê-la em Divergente. Essa mistura de conflitos faz de Tris uma personagem humana no sentido mais amplo da palavra, que está fragilizada psicologicamente, mas que precisa ser forte para superar a situação pela qual está passando.

Falando de figurino, eu não poderia ficar mais encantada: temos uma protagonista de um filme com muita ação, que luta, atira com armas de fogo, pula, corre, etc. e que não está vestindo uma roupa justa e insinuante. Tris até corta o cabelo bem curtinho (bem mais do que no livro), o que foi uma ótima decisão, considerando que ela não parecia ter muito tempo pra arrumar aquela cabeleira toda. Obrigada, pessoal do figurino e afins!

Outra coisa que me chamou atenção: na maioria das histórias, os protagonistas sempre nutriam um carinho especial por seus pais. É como se o pai fosse aquela figura enigmática, com hobbies excêntricos e digna de admiração. No caso de Tris, quem desempenha um papel mais forte em suas memórias é a mãe, Natalie Prior. Ela é a figura que inspira e aconselha a protagonista, mesmo que apenas na imaginação. Natalie também guardou segredos que serão cruciais para o desenvolvimento da trama.

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Para finalizar, tirando um pouco o foco da Tris, a série Divergente é repleta de líderes femininas. Além de Jeanine, a líder da Erudição e vilã da história até então, temos Johanna Reyes – líder da Amizade – e Evelyn Eaton – líder dos sem facção. Cada uma defende um ideal bem diferente das outras, e todas dedicam suas vidas e esforços para o bem do grupo que coordenam.

Estou muito satisfeita pelo filme de Insurgente mostrar toda a força de sua protagonista e também das personagens femininas secundárias, assim como o livro. Tem tanta coisa boa pra falar que o romance da história até fica de lado (um casal super fofo, diga-se de passagem). Eu adoraria que a série Divergente existisse quando eu era adolescente, e me deixa feliz que o público feminino dessa faixa etária tenha inspirações tão bacanas na literatura atualmente. Pode parecer pouco, mas em uma sociedade onde as personagens mulheres costumam servir apenas como prêmio para o mocinho (que se comportou bem e salvou o mundo), a criação de personagens humanas, com dúvidas, desejos e aspirações já dá um baita quentinho no coração. Boas leituras e filmes!

Tags:
Rafaela Paludo

Apaixonada por livros, dias chuvosos e xícaras de chá.

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1 Comments

  1. Uma Leitora Abril 22, 2016

    Eu gosto muito da serie Divergente,mas acho que nenhum livro da trilogia se compara ao primeiro (Divergente).
    Ao meu ver os outros foram basicamente brigas do casal (mais fofo do pedaço;diga-se de passagem).
    Mas eu gostei muito do fato da personagem principal ser uma garota;que era inofensiva no começo.Acho que esses novos livros;que alguns chamam de ‘modinha’ vem tendo um bom exemplo para as garotas,que antes eram ensinadas que a vida era ser uma dona de casa e coisa do tipo.

    Responder

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